Dionyso: Na Roma antiga era conhecido como Baco e respondia também pelo nome latino de Líber. Como Dionyso, a sua bebida, o vinho, aquece e alegra os corações, mas o exagero pode trazer sofrimento, como um mal estar ou uma ação enlouquecida por conta da bebedeira. Era visto como o deus da alegria e da inspiração pois, bebendo vinho, os homens celebravam o deus Dionyso e se divinizavam, encontrando-o dentro de si mesmos.
Dionyso, deus do vinho e da uva, traz em si a dualidade vida/morte, assim como a vinha, que no inverno enruga e seca, como morta, para renascer na primavera.
Espiral: além de ser uma forma freqüente nos reinos vegetal e animal, a espiral é um símbolo encontrado em todas as culturas, evocando idéia de força em evolução. Partindo de um ponto original num movimento circular que se estende ao infinito, a espiral simboliza “os ritmos repetidos da vida, o caráter cíclico da evolução, a permanência do ser sob a fugacidade do movimento”. A hélice em progresso cíclico e contínuo é signo da criação em expansão e representa o equilíbrio dentro do desequilíbrio. Na cosmologia maia, a espiral é o símbolo do solstício de inverno (21 de junho). Para eles, esse é o momento zero da cosmologia, instante em que todas as forças são reunidas para assegurar que o sol dê início a um novo ciclo anual (1).
Idea: palavra latina, originada do grego idéa. Representação mental de uma coisa concreta ou abstrata; imagem; elaboração intelectual; concepção; projeto, plano; invenção, criação; ponto de vista, opinião; imaginação; memória, lembrança. Na linguagem brasileira popular: cabeça (2).
Mobile: do latim - o que induz, incita ou motiva alguém a uma ação; causa, motivo, motor, móvel, motivação (3).
Notas:
1 - Dicionário dos Símbolos de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant.
José Olympio, 1997, p. 397–400.
2 - Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Nova Fronteira, 1986, 2. ed., p. 913.
3 - Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Nova Fronteira, 1986, 2. ed., p. 1144.