por Augusto Monteiro

O que você sente diante desta palavra, ou melhor, desta situação?
Observe que quando se fala em saúde, o foco se dirige logo ao físico, afinal, é pela matéria que a essência de cada um de nós se expressa. Mas há que atentar também à saúde mental, emocional, profissional, ambiental, do lar, enfim, no relacionar-se com o todo.
Que tipo de bagagem portamos ao longo de nossos anos de vida?
Recebemos muitas influências, grande parte delas vinda de um referencial central: quem nos cria. Com nossos pais, biológicos ou não, aprendemos a compreender a vida desde o início. Eles nos trazem nosso referencial primordial, mais profundo.
Desde a nossa concepção até virmos à luz estamos receptivos e dependentes, adotamos em nosso arquivo pessoal informações advindas de quem nos acolheu, principalmente, de quem nos alimentou com o milagroso leite materno, oferecendo a matéria divina para o desenvolvimento do pequeno ser.
O tempo, senhor de tudo, segue plácido e independente, de mãos dadas com a evolução e, um dia, como se viesse do nada, começamos a questionar as influências recebidas, se nos cabem, se realmente podemos tê-las como nossas, nos apropriando de seu conteúdo ou deixando, sem apego, aquilo que não tem significado para nós.
Essa longa e dolorosa fase, tantas vezes solitária, é de vital importância para a busca de um posicionamento individual, o brotar da verdadeira saúde - a saúde da alma que, integrada, dispensa padrões patológicos como sinais de alerta. Abrem-se as possibilidades para seguirmos inteiros, honestamente agradecidos ao Todo pela oportunidade de discernimento e acompanhados de um leve e valioso tesouro pessoal: nossa independência interior.